Os segredos de uma piscina sempre limpa

A manutenção da piscina demanda um pouco de trabalho, mas nos dias quentes esse esforço é recompensado. As etapas de conservação devem ser cumpridas para que seja fonte de lazer e saúde, já que também é um ambiente propício aos exercícios. O Fórum da Construção elaborou um guia contendo dicas. Confira.

Mas antes de mais nada, atenção: ao lidar com produtos químicos, use luvas e respeite as dosagens recomendadas pelos fabricantes. Além disso, armazene os produtos químicos lacrados em local arejado e longe do alcance das crianças e animais domésticos. O tratamento da água com produtos químicos deve ser feito pelo menos cinco horas antes de a piscina ser usada.

Cuidados também na hora de fazer a cloração, que deve ocorrer sempre à noite, pois a luz solar decompõe o cloro, que pode perder o efeito. Calce as luvas e espalhe o cloro conforme seu tipo, quantidade de água da piscina e orientações do fabricante. Fique atento às diferenças entre as piscinas de ladrilho, fibra ou vinil. Na manhã seguinte, analise o residual de cloro, que deve estar entre 1 e 3 partes por milhão (ppm). Se estiver fora dessa faixa, ajuste a dosagem na próxima aplicação.

As principais etapas a serem seguidas:

Escovação

Retira sujeiras e possíveis manchas das paredes e solta materiais sólidos do fundo da piscina. Deve ser feita sempre que necessária, nada que um exame a olho nu não resolva. Para limpar as bordas, há um produto chamado “limpa bordas” disponível no mercado. Basta esfregar bem usando esponja macia.

Filtração

É o processo responsável por remover impurezas da água e garantir sua oxigenação. A piscina tem um sistema de recirculação que puxa a água da parte mais funda, passa pelo pré-filtro (que deve ser limpo periodicamente), bomba, filtro, e que depois retorna à piscina pelo lado mais raso. A sujeira acumulada no filtro deve passar pela retrolavagem da areia, para que não retorne à piscina e o filtro permaneça limpo (a areia é o meio filtrante). Esse equipamento de filtragem deve ficar num local seco, coberto, ventilado e com espaço para a manutenção.

Aspiração

Este processo complementa a filtragem, pois enquanto o filtro elimina a sujeira suspensa na água, a aspiração puxa os detritos depositados no fundo. A aspiração deve ser feita de acordo com a necessidade, mas nunca menos do que uma vez por semana. Os aspiradores mais comuns são os manuais, ligados ao sistema de filtração com mangueiras flexíveis, conectadas ao bocal. Há duas maneiras de aspirar uma piscina:

1 – Aspirar filtrando: é o mais aconselhável, pois não há nenhum desperdício de água. Mas é bom lembrar que, sempre após a aspiração, é necessário retrolavar o filtro.

2 – Aspirar drenando: deve ser feito somente quando o fundo da piscina estiver muito sujo ou com produtos químicos que possam estragar a areia do filtro.

Peneiração

Remove folhas, insetos e sujeiras da superfície da água. Um exame visual simples detecta a necessidade da peneiração.

Tratamento químico

A água da piscina quase sempre é a mesma, por isso precisa de tratamento. Não há como esvaziar e encher a piscina como se fosse uma banheira, pois seria um grande desperdício de água. O tratamento químico pode ser de choque (geralmente aplicado em piscinas abandonadas) ou de manutenção. A manutenção constante da água da piscina é mais barata e livra os usuários da frustração de não poder usá-la quando quiserem.

Tratamento de manutenção

É feito em pequenas doses e é controlado para manter a água sempre cristalina e com aspecto saudável. Para o tratamento de manutenção, é preciso medir periodicamente o cloro, o pH (potencial de hidrogênio) e a alcalinidade da água da piscina, que se faz com o kit de testes.

Correção do pH

O controle do pH da água da piscina é o primeiro passo e deve ser feito uma vez por semana, quando a piscina não estiver sendo usada, e diariamente (no fim da tarde) quando estiver em uso. O nível indicado é de 7,2 a 7,6 (levemente básica). Existem produtos elevadores e redutores de pH no mercado, pois se a água estiver com o pH desajustado poderá provocar irritação na pele e nos olhos dos usuários. Além do mais, dificulta a eficiência dos outros produtos utilizados no tratamento. A água ácida enferruja as peças metálicas e a água alcalina faz com que as substâncias fiquem com índices abaixo do ideal.

Correção da alcalinidade

Esta correção deve ser feita uma vez por mês, ou sempre que for necessário. A alcalinidade ideal fica entre 80 ppm e 120 ppm (partes por milhão). Essa medida traz estabilidade ao pH e dispensará correções frequentes.

Cloração da água Recomenda-se manter a água da piscina sempre clorada entre 1 e 3 ppm (partes por milhão) para evitar a contaminação por bactérias, fungos e outros microrganismos causadores de doenças. O cloro também evita que outras impurezas, como algas e os mais variados resíduos orgânicos, acumulem-se na água e tornem-se visíveis, comprometendo o aspecto da piscina. Há vários tipos de cloro: flocos, líquido, pó ou pastilhas. A dosagem de cada um deles está relacionada à quantidade de água da piscina. O cloro deve ser adicionado três vezes por semana durante o verão e uma vez por semana durante o inverno, ou toda vez que se constatar essa necessidade através da análise da água.

 

Fonte: www.jornalnh.com.br